Bem vindo ao Portal do IGc USP
    

Plano de gestão

Apresentação

O caráter "multiusuário" exigido pela FAPESP atende à filosofia de garantir aproveitamento mais amplo e produtivo dos equipamentos e instalações que requerem investimentos vultuosos do dinheiro público. Assim, é de máximo interesse o uso dos equipamentos solicitados pelo maior número possível de pesquisadores, docentes e estudantes de graduação e pós-graduação.

 

A otimização e democratização no aproveitamento adequado dos equipamentos pressupõe a satisfação de uma série de condições:

1. Apoio institucional na cessão de espaço físico e no fornecimento de pessoal técnico.

2. Formação, durante a fase de instalação, calibração e treinamento inicial, de um núcleo de pesquisadores e técnicos de nível superior solidamente treinados no uso dos equipamentos.

3. Garantia permanente de utilização ampla e efetiva do equipamento, por meio da atuação de uma comissão de gestão interinstitucional, constituída com base no núcleo mencionado de pesquisadores e técnicos.

4. Envolvimento da comunidade no constante aprimoramento desta gestão, por meio da atuação de uma comissão interinstitucional de usuários.

5. Distribuição organizada de utilização pelos diferentes usuários, com aplicação de critérios de agendamento e de normas de uso.

6. Manutenção periódica dos equipamentos por empresas especializadas e reposição de materiais de consumo, o que implica a formação de um fundo de reserva.

7. Divulgação adequada, junto à comunidade acadêmico-científica, dos serviços oferecidos.

8. Cumprimento das normas da FAPESP, incluindo citação do número do processo em publicações derivadas ou apoiadas pelo uso dos equipamentos.

 

Estas condições balizam a elaboração do presente plano de gestão de uso dos três equipamentos principais solicitados (microamostrador, medidor de luminescência Risoe e espectrômetro gama).

 

Apoio institucional

O Instituto de Geociências (IGc) da USP disponibilizou o espaço físico para instalação dos equipamentos solicitados, assim como forneceu a mão de obra para realizar as modificações de infra-estrutura necessárias, tais como adequação da rede elétrica e de água e instalação de capela. A instituição responsabiliza-se, ainda, pela contratação de manutenção estendida, pelo prazo mínimo de sete anos, e pelo seguro dos equipamentos contra incêndios e panes elétricas.

 

O microamostrador MicroMill encontra-se instalado no Laboratório de Sistemas Cársticos (LSC) do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental, onde houve as adaptações necessárias para a reorganização no uso do espaço físico, com pequenas intervenções quanto à instalação de divisórias, bancadas e pontos de rede elétrica. O espectrômetro gama, o sistema de medição de luminescência Risoe e a capela para pré-preparação de amostras para datação LOE foram instalados no complexo laboratorial do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental, em espaço liberado do antigo Laboratório de Geoquímica, andares térreo e superior. Este espaço dispunha de bancadas e pontos de rede elétrica e água, tendo sido necessárias adaptações referentes à instalação da capela, colocação de divisórias e forro, troca de piso e conversão da iluminação UV em luz vermelha.

 

A coordenação do projeto conseguiu obter apoio institucional, através do Procontes (Programa de Contratação de Técnicos de Nível Superior da USP), para a alocação de uma técnica especialista que atua permanente e diretamente na manutenção e operação dos equipamentos de datação. E outra técnica foi alocada no mesmo laboratório pelo IGc-USP. Estas duas técnicas atuam também no treinamento de usuários, haja visto que o envolvimento direto dos pesquisadores na utilização dos métodos de datação favorece o uso criterioso de seus resultados (ver subitem 5.4).

 

Capacidade técnica da equipe responsável

A equipe do projeto tem capacidade técnica para operação, manutenção e orientação dos usuários dos equipamentos solicitados. O uso dos equipamentos, porém, pressupõe treinamento. Num primeiro momento, correspondente à fase de instalação e calibração inicial dos equipamentos, este treinamento foi aplicado diretamente pelos técnicos das empresas fabricantes, ou seus representantes no Brasil, para um grupo reduzido de pesquisadores associados e técnicos de nível superior da instituição. Num segundo momento, correspondente ao início da operação em rotina, o mesmo grupo tem-se responsabilizado por treinar, orientar e gerenciar o uso dos equipamentos pela comunidade de usuários. Este grupo é formado por três pesquisadores do IGc-USP com experiência técnica prévia nos equipamentos solicitados e/ou nos métodos envolvidos e por duas técnicas, uma especialista e outra laboratorista, pertencentes aos quadros do Departamento de Geologia Sedimentar e Ambiental. Os docentes-pesquisadores e técnicos diretamente envolvidos nesta fase são:

 

Prof. Dr. Paulo César Fonseca Giannini (geólogo, pesquisador responsável) ? com experiência na datação de sedimentos por luminescência e aplicação de isótopos de C e O em materiais quaternários, adquirida mediante colaboração com laboratórios nacionais (CENA-USP, FATEC-SP) e internacionais (Radiation Dosimetry Laboratory, Oklahoma, EUA).

 

Prof. Dr. William da Cruz Júnior (geólogo, pesquisador associado) ? com experiência com microamostragem para análises isotópicas, adquirida durante pós-doutoramento no Stable Isotope Laboratory (University of Massachusetts, EUA).

 

Prof. Dr. André Oliveira Sawakuchi (geólogo, pesquisador associado) ? com experiência na operação de sistema Risoe para medidas de alíquotas e grãos individuais e na análise de espectros de raios gama, adquirida por meio de estágios de pós-doutoramento no Radiation Dosimetry Laboratory (Oklahoma State University, EUA) e no Los Alamos National Laboratory (Los Alamos, EUA).

 

Luciana Nogueira de Paula Souza (física, técnica especialista) - especialmente contratada, via concurso público, para atuar na coordenação técnica do Laboratório de Espectrometria Gama e Luminescência (Legal)

 

Thays Desirée Mineli (física, técnica laboratorista) - especialmente contratada, via concurso público, para prestar apoio técnico nas rotinas analíticas do Legal.


Forma de acesso aos equipamentos e normas de uso

O acesso aos equipamentos adquiridos e aos dois laboratórios montados ou beneficiados por este projeto EMU (Legal e LSC) dá-se de dois modos: análises executadas por técnico ou pela equipe coordenadora do laboratório sede dos equipamentos; e análises realizadas pelo próprio usuário, após etapa de treinamento pelo técnico ou equipe coordenadora do laboratório sede.

 

Os laboratórios tem como proposta incentivar projetos de colaboração de cunho multidisciplinar e estimular a execução de análises pelos próprios usuários. A execução das análises pelos usuários visa à familiarização com as técnicas analíticas disponibilizadas. Entende-se que isto proporciona maior capacidade de avaliação crítica dos resultados gerados e o desenvolvimento de novas aplicações das técnicas analíticas disponíveis. Estes princípios equivalem aos adotados por laboratórios congêneres de destaque internacional.

 

A necessidade de custeio de materiais de consumo e serviços periódicos de manutenção dos equipamentos por empresas especializadas requer, a longo prazo, a formação de fundo de reserva. Assim, o uso dos equipamentos é cobrado de acordo com tabela de preços em vigor na data agendada pelo usuário. Os preços são diferenciados, em ordem crescente, segundo quatro categorias: 1. projetos/pesquisadores que apoiaram a elaboração da proposta inicial (listados no item 6, Quadro 4); 2. projetos/pesquisadores FAPESP não listados na proposta inicial; 3. outros projetos de pesquisa; 4. projetos com finalidade comercial ou de consultoria. Independentemente do custo, os usuários devem comprometer-se a citar o processo FAPESP em artigos publicados em revistas científicas e derivados dos resultados dos equipamentos. Ressalta-se que a cobrança para uso dos equipamentos tem como único objetivo a manutenção e o funcionamento regular dos equipamentos. Assim, a indisponibilidade temporária de verba de custeio não impedirá a utilização dos equipamentos por parte dos usuários do meio acadêmico-científico. O preço da datação LOE para usuário interno deverá ser substancialmente menor que o cobrado por universidades no exterior, como Washington e Oklahoma, de modo a realmente representar contenção de custos para os órgãos de fomento nacionais.

 

Tabelas de preços e de prioridade de atendimento serão definidos pela comissão gestora (subitem 5.7), em comum acordo com a comissão de usuários (subitem 5.8), e divulgados neste sítio eletrônico.

 

A operação dos equipamentos pelos usuários terá obrigatoriamente supervisão de técnico ou pesquisador responsável. Os usuários receberão breve treinamento em radioproteção e um monitor de radiação (dosímetro) registrado em seu nome para ser utilizado no Laboratório de Luminescência. Não será permitido o uso dos equipamentos por pessoas que não possuírem treinamento prévio em sua operação.

Custos operacionais

Os custos operacionais envolvem a manutenção e eventuais reparos dos equipamentos por técnicos especializados e a aquisição dos seguintes materiais de consumo:

 

1. Nitrogênio gasoso para operação do sistema Risoe.

2. Nitrogênio líquido para operação do detector de germânio hiperpuro.

3. Embalagens plásticas para acondicionamento de amostras.

4. Reagentes (H2O2, HCl e HF), líquido denso (metatungstato de lítio) e spray de silicone para preparação de amostras.

 

Durante a fase de vigência do projeto EMU FAPESP, os materiais de consumo, manutenção e eventuais reparos dos equipamentos serão custeados pela instituição, com verba de Reservas Técnicas de projetos FAPESP associados. Num segundo momento, será utilizado para custeio destes itens o fundo de reserva dos laboratórios envolvidos (conforme subitem 5.4 deste "Plano de Gestão"). Estes laboratórios contarão também com verba de auxílios regulares ou temáticos do pesquisador responsável, de pesquisadores associados diretamente envolvidos no gerenciamento dos equipamentos e de pesquisadores colaboradores.

 

Divulgação dos equipamentos, serviços e projetos de pesquisa

Os equipamentos disponíveis, serviços prestados, tabelas de preços, forma de acesso ao laboratório e projetos executados ou em execução serão constantemente atualizados nesta página eletrônica. Artigos científicos com dados gerados no laboratório poderão ser também disponibilizados. As técnicas analíticas e suas aplicações potenciais na geologia e arqueologia serão divulgadas por meio de cursos extracurriculares, workshops, disciplinas de pós-graduação e estágios para alunos de graduação. Será estimulada a participação de bolsistas de treinamento técnico (TT2 a TT5) no apoio a rotina laboratorial.

 

Comissão gestora

A comissão gestora é responsável por zelar pela observação dos princípios gerais estabelecidos neste plano. Sua função é, portanto, garantir a adequada operação e manutenção dos equipamentos, o seu acesso à comunidade científica nacional, a organização da agenda de uso e da tabela de preços, com constituição de fundo de reserva, e a ampla divulgação dos serviços técnicos oferecidos. Previu-se que, durante a vigência do projeto EMU, esta comissão será formada por quatro pessoas da unidade diretamente envolvidas na aquisição, instalação e treinamento na operação dos equipamentos (isto é, o pesquisador responsável, os dois pesquisadores associados mencionados no subitem 5.3 e o técnico de nível superior especialmente alocado pelo instituto para esta finalidade), mais dois pesquisadores associados de outras unidades ou instituições (Quadro 1). Encerrado o projeto EMU, e a cada dois anos desde então, esta comissão poderá ser renovada em até metade de sua constituição, a critério do Departamento.

 

Quadro 1. Constituição atual da comissão gestora do Projeto EMU

Comissão de usuários

A comissão de usuários possui as funções de ouvir a comunidade e avaliar a qualidade dos serviços prestados, buscar mecanismos para facilitar o acesso aos equipamentos e formular propostas de melhoria e modernização dos laboratórios envolvidos. Esta comissão é formada por quatro pesquisadores, sendo dois docentes ou pós-graduandos da unidade e dois docentes de unidades e/ou instituições externas (Quadro 2). Encerrado o projeto EMU, e a cada dois anos desde então, esta comissão poderá ser renovada em até metade de sua constituição, a critério do Departamento.

 

Quadro 2. Constituição atual da comissão de usuários do Projeto EMU

Início de funcionamento e capacidade analítica

Os equipamentos adquiridos pelo projeto EMU encontram-se em operação desde 2011, no caso do microamostrador, e desde 2012, no caso do sistema de datação do Legal. Considerando uso exclusivo do sistema Risoe para datações LOE-SAR, a capacidade analítica prevista é de 100 a 120 datações por ano, conforme Quadro 3. Trata-se de uma previsão máxima, uma vez que os equipamentos poderão também ser utilizados para outras aplicações, como, por exemplo, medidas de sensibilidade LOE para análise de transporte sedimentar.

 


Direitos Reservados © 1999-2017  Instituto de Geociências - Universidade de São Paulo
Login | Créditos